quarta-feira

Responsabilidades

por guardar as palavras
e seus temperos
(aquilo que não mora
no aço ou no vidro
nem nas fibras de papel)
por ser a custódia arrogante
dos teus medos
o factoide cínico
que suja teu samba
e adoça gemidos
por queimar no orvalho
de tuas manhãs
e não regar os teus sonhos
que germinam sem cor
por tua bélica espera
que se desmanchou
como chuva na janela

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